A Polícia Federal realizou uma operação nesta terça-feira (7) que resultou na prisão do proprietário de uma casa de câmbio localizada no Centro de Florianópolis. O homem é suspeito de comandar um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, o suspeito teria movimentado cerca de R$ 45 milhões em apenas um mês, atuando como intermediário financeiro de uma facção criminosa com conexões em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
🔎 Operação faz parte de investigação nacional
A prisão ocorreu durante a Operação Safari, que é um desdobramento da Operação Colapso — considerada a maior ação da Polícia Federal em Santa Catarina neste ano.
Essa ofensiva revelou uma aliança entre o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e a facção Manos, demonstrando a complexidade da rede criminosa que atua na região Sul do país.
🚔 Apreensões e detalhes da operação
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram documentos suspeitos e uma Mercedes-Benz avaliada em R$ 445 mil, além de registros financeiros que indicam movimentações ilegais.
Segundo a PF, o investigado funcionava como um doleiro do crime, responsável por converter valores obtidos com o tráfico em dinheiro vivo, utilizando empresas de fachada, criptomoedas e o câmbio paralelo.
As autoridades acreditam que o esquema movimentava milhões de reais por mês e servia de suporte financeiro para o fortalecimento das organizações criminosas.
🧩 Investigações continuam em sigilo
Mesmo após a prisão, a investigação segue em andamento e permanece sob sigilo judicial. O objetivo é identificar outros envolvidos e rastrear o destino final dos recursos lavados.
A Polícia Federal também deve analisar as transações em criptomoedas e transferências internacionais, que podem revelar novos vínculos entre o esquema catarinense e grupos do crime organizado em outros estados.
⚖️ A maior operação do ano em Santa Catarina
A Operação Colapso, da qual a ação atual é um desdobramento, já resultou em prisões, apreensões de drogas, armas e bloqueio de bens. No total, o grupo investigado teria lavado mais de R$ 1,4 bilhão em recursos ilícitos.
Com o avanço das investigações, Florianópolis se torna um dos principais alvos das ações federais contra o crime financeiro e o tráfico de drogas no Sul do Brasil.